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Atualização sobre a Lei de Regulamentação do Carbono no Brasil

Nos últimos meses, a aprovação da Lei nº 15.042/2024, que regulamentará o mercado de carbono no Brasil, marcou um grande avanço no compromisso do país com o controle e a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). 

A expectativa é que essa legislação seja uma ferramenta estratégica para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, impactando diretamente vários setores econômicos e criando novas oportunidades de negócio. 

Para mais detalhes sobre a importância da regulamentação do setor e os anúncios iniciais da Secretaria do Mercado de Carbono, confira a publicação oficial aqui.

A regulamentação dessa lei se dá por meio da implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), um conjunto de medidas que visa limitar e comercializar as emissões de CO2, criando um mercado de créditos de carbono no Brasil. A expectativa é que o mercado contribua significativamente para as metas climáticas do país, ao mesmo tempo em que oferece novas possibilidades de negócios e inovação.

No mês passado, foi divulgado o cronograma de implementação e outros detalhes sobre o andamento da regulamentação da Lei 15.042/2024. A Secretaria Extraordinária de Mercado de Carbono (SEMC) divulgou os principais marcos dessa regulamentação, incluindo os próximos passos para a operacionalização do mercado e a criação dos mecanismos necessários para o controle das emissões.

As fases de implementação do SBCE estão previstas até 2030, com ações graduais que culminam na operacionalização total do sistema, inclusive com a distribuição de Cotas Brasileiras de Emissões (CBEs) e a consolidação de um mercado ativo de créditos de carbono. Entre os passos iniciais, destaca-se a publicação das normas infralegais necessárias para garantir o funcionamento adequado do mercado, com foco em transparência e segurança jurídica.

O governo federal, por meio da SEMC, tem desempenhado um papel central em estruturar e fomentar o mercado de carbono no Brasil. A missão da secretaria é promover uma transformação ecológica que leve em consideração aspectos ambientais, sociais e econômicos, garantindo que a implementação do SBCE seja eficiente e benéfica para todos os setores envolvidos.

Até dezembro de 2026, a SEMC tem metas claras, como a publicação das normas infralegais, a criação de um Órgão Gestor Permanente e o desenvolvimento de infraestruturas tecnológicas de monitoramento e verificação das emissões. Essas ações visam garantir que o mercado de carbono seja bem estruturado e eficaz, promovendo a participação de diversos atores do mercado voluntário e regulado.

Para empresas que já estão focadas em práticas sustentáveis e soluções de logística verde, a Lei de Regulamentação do Carbono representa uma oportunidade para liderar a transição para uma economia mais sustentável. A implementação do SBCE proporcionará novos instrumentos e incentivos para que as empresas possam reduzir suas emissões de GEE e, ao mesmo tempo, participar de um mercado crescente de créditos de carbono.

O setor de logística, por exemplo, pode se beneficiar imensamente de soluções tecnológicas que permitem monitorar, verificar e compensar as emissões de carbono, além de otimizar suas operações. O desenvolvimento de soluções inovadoras para a rastreabilidade e compensação de emissões será crucial para cumprir as novas exigências, ao mesmo tempo em que promove a eficiência operacional.

No entanto, um dado interessante sobre o futuro da logística verde no Brasil é que este setor pode movimentar mais de R$ 300 bilhões até 2030, conforme apontado pela Logae. Se você deseja entender melhor como esse mercado está crescendo e como ele pode beneficiar sua empresa, acesse o artigo da Logae aqui.

A SEMC tem delineado as próximas fases para 2027 e além, com ênfase na operacionalização dos instrumentos para relato de emissões e no cumprimento das obrigações de monitoramento e verificação. As empresas reguladas estarão obrigadas a submeter planos de monitoramento, relatórios de emissões e a participar da conciliação periódica de suas obrigações. A partir de 2030, o Brasil começará a aplicar o primeiro Plano Nacional de Alocação (PNA), com a distribuição de créditos de carbono e a total implementação do mercado.

Com esses avanços, a transformação ecológica no Brasil se intensificará, e as empresas que se adaptarem rapidamente terão uma vantagem competitiva no novo mercado de carbono. Para quem ainda não está se preparando para essas mudanças, é hora de começar a explorar as soluções que podem tornar a jornada mais eficiente e sustentável.

Se você está interessado em entender como sua empresa pode se adaptar às novas exigências e aproveitar as oportunidades da logística verde, somos especialistas com vasta experiência no desenvolvimento de soluções sustentáveis.

Através da Siga Verd-e, nossa plataforma inovadora, oferecemos ferramentas completas para monitoramento de emissões, geração de relatórios e criação de planos de ação personalizados.

Ela permite que você conheça detalhadamente seu cenário atual e implemente estratégias eficientes para atender à legislação, incluindo o cumprimento das obrigações de monitoramento e verificação de emissões.

Continue acompanhando em nosso blog as atualizações sobre o mercado de carbono e as regulamentações que estarão moldando o futuro da economia verde no Brasil.